O autismo é uma síndrome (conjunto de sinais e sintomas) do desenvolvimento infantil que começou a ser estudado há quase 60 anos nos Estados Unidos pelo médico austríaco Leo Kanner, e que tem sido incansavelmente estudado desde então, para encontrar a causa, ainda não definida, e a mais tratamento adequado. Ocorre em todo o mundo, nas mais diferentes condições sociais e econômicas
aulas e até agora não há cura, é quatro vezes mais frequente em meninos do que em meninas, mas as meninas tendem a ser mais seriamente comprometidas quando afetadas.
O autismo vem sendo cada vez mais estudado e discutido, por se tratar de um transtorno do desenvolvimento que afeta o indivíduo ao longo de sua vida. O estudo de Rocha (2019) mostra que aproximadamente 80% dos indivíduos com autismo não estão inseridos no mercado de trabalho. Os obstáculos encontrados por indivíduos autistas estão relacionados à comunicação, interação social e comportamentos que interferem diretamente na inserção e permanência no mercado de trabalho.
No que diz respeito à inclusão de pessoas com deficiência, principalmente intelectual, no mercado de trabalho, isso precisa ser discutido como forma de promover reflexões sobre a diversidade e sobre como a inclusão de pessoas com deficiência no contexto de trabalho pode proporcionar a construção de uma organização social mais harmoniosa e justa. Como forma de promover igualdade na contratação de minorias no mercado de trabalho, aumentando a participação de grupos discriminados nas organizações, as práticas de ação afirmativa são uma das medidas tomadas pelas organizações para equalizar as oportunidades de trabalho.
A inclusão efetiva de pessoas com autismo no mercado de trabalho são metas a serem alcançadas, o que torna necessária uma análise dentro do ambiente de desenvolvimento. Perceber que as pessoas com autismo sofrem exclusão e discriminação em diferentes espaços, além de vivenciar um cenário de invisibilidade quanto à sua proteção jurídica. Levando em consideração as necessidades das pessoas com autismo, é possível analisar quatro aspectos da políticas públicas relacionadas à inserção no mercado de trabalho: preparação para o exercício profissional; Incentivo à contratação; promoção da produção científica; e aquisição de informações precisas sobre o assunto (LEOPOLDINO, 2015).